Resolução que regulamenta avaliação psicológica em processos seletivos públicos e privados passa por alterações

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Resolução que regulamenta avaliação psicológica em processos seletivos públicos e privados passa por alterações
14/03/2016

Atualização surgiu após questionamentos da Polícia Federal e instituições vinculadas ao segmento 

Resolução Que Regulamenta Avaliação Psicológica Em Processos Seletivos Públicos E Privados Passa Por Alterações

Em fevereiro, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) publicou no Diário Oficial da União a resolução CFP Nº 002/2016, que regulamenta a Avaliação Psicológica em Concursos Públicos e processos seletivos de natureza pública e privada, revogando a Resolução anterior, CFP Nº 001/2002. 

Resolução Que Regulamenta Avaliação Psicológica Em Processos Seletivos Públicos E Privados Passa Por Alterações

O pedido de revisão da Resolução 001/2002 surgiu após questionamentos da Polícia Federal e instituições vinculadas ao tema da Avaliação Psicológica a fim de padronizar e trazer clareza acerca dos procedimentos a serem adotados pelos psicólogos responsáveis pela condução dos processos seletivos. “A Resolução Nº 002/2016 resulta de debates, deliberações e, principalmente, da necessidade de acompanhar os avanços da área que foram notórios nos últimos 14 anos” explica a psicóloga especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho, e professora da especialização em Avaliação Psicológica do Instituto de Pós-Graduação e Graduação (IPOG), Ana Cristina Ávila.

A especialista lista algumas das mudanças e os pontos de destaque trazidos pela nova resolução:

1) Garantir a qualidade técnica, condições legais e éticas adequadas nos processos seletivos;
2) Orientar os psicólogos e as instituições responsáveis pelos processos de avaliação psicológica a respeito dos procedimentos adequados;
3) Atualizar e padronizar os procedimentos relacionados ao uso da avaliação psicológica em concursos públicos;
4) Conciliar o uso da avaliação psicológica em concurso público às questões judiciais pertinentes;
5) Orientar os órgãos públicos e demais pessoas jurídicas a respeito das informações relacionadas à avaliação psicológica que devem constar nos editais de concursos públicos, visando assegurar a preservação dos procedimentos e qualidade da avaliação psicológica, assim como os direitos dos candidatos.

Para Ana Cristina, a nova resolução contribui na padronização e clareza acerca dos procedimentos a serem adotados pelos psicólogos responsáveis pela condução dos processos seletivos, buscando realizar um levantamento e síntese de informações com base em procedimentos científicos que permitem identificar aspectos psicológicos do candidato compatíveis às atividades e perfil do cargo. “Isso reforça a necessidade de se ter um estudo prévio e um conhecimento profundo por parte dos avaliadores dos cargos em questão para que na seleção possam ser estabelecidos quesitos importantes, com base nos quais se poderá fazer um prognóstico de adaptação funcional”, explica a especialista. 

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