Mercado de trabalho oferece oportunidades para auditores de contratos, afirma especialista

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Mercado de trabalho oferece oportunidades para auditores de contratos, afirma especialista
16/02/2016

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), 71,3% das empresas utilizam serviços terceirizados somente na indústria da construção. Os números são confirmados por um levantamento da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que aponta que os trabalhadores terceirizados correspondem a 26,8% do mercado formal de trabalho, totalizando quase 13 milhões de assalariados.

O que muita gente não sabe é que quando uma empresa de engenharia contrata um prestador de serviços, o que é muito comum, ela assume para si os riscos legais da terceirização. “A legislação estabelece que o contratante é corresponsável em várias áreas com o prestador de serviços. Podemos citar, por exemplo, as áreas ambiental, de segurança no trabalho, tributária e trabalhista. Então, por exemplo, se uma empresa de engenharia contrata um prestador de serviços e esse prestador comete um crime ambiental, a empresa contratante pode sim se tornar corresponsável por esse crime se ficar provado que a empresa contratada não tomou as devidas ações para evitar esse crime”, explica o professor do curso de especialização em Auditoria, Avaliações e Perícias de Engenharia do Instituto de Pós-Graduação e Graduação (IPOG), Marcello Couto.

O especialista destaca o momento desfavorável que o País enfrenta no que se refere a grandes contratos de execução de obra de empresas de engenharia. Para ele, a sociedade como um todo e a comunidade técnica vivem uma fase de conscientização sobre a importância escolher e qualificar adequadamente os profissionais. “Nós estamos vivendo uma fase particular e de muita tensão, com notícias não tão positivas na mídia, mas eu vejo esse momento como oportunidade de melhorarmos a gestão de contratos no Brasil”, afirma Couto.

Ouça, abaixo, a entrevista com o professor Marcello Couto no canal Minuto IPOG.

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