Empoderando Mulheres para o Sucesso!

Notícia

 
Empoderando Mulheres para o Sucesso!
16/08/2016

A mulher foi atrás da sua liberdade, conquistou o mercado de trabalho, se impôs na vida pessoal e agora está sobrecarregada. Como lidar com tudo? O que fazer? A master Coach Karina Nascimento fala sobre as dificuldades enfrentadas pela mulher enquanto profissional, mãe e esposa. O assunto é tema do curso “Empoderando Mulheres para o Sucesso”, que acontece nos dias 19, 20 e 21 de agosto.

Como a mulher que conquistou o que quis se sente hoje?

A mulher foi atrás da liberdade, da conquista de entrar no mercado de trabalho e foi muito importante para ela. Ela lutou muito e ultrapassou várias barreiras. Só que ela chegou a um ponto em que, novamente, têm-se o impasse dos homens que continuam não ajudando com a casa, com os filhos, e ela está sobrecarregada. E, acima disso, agora ela tem mais uma tarefa, que é cuidar da sua carreira, que é participar nas finanças e no mercado. O feminismo que antes era visto até como uma palavra temerosa de se usar, hoje está voltando como uma forma de colocar a mulher para lutar pelo o que realmente quer e buscando formas – que nem ela sabe – de como lidar com tudo isso ao mesmo tempo. A mulher está cansada de muita coisa, mas, ao mesmo tempo, ela quer mais. Só que ainda é preciso discutir como ela vai alcançar tudo o que ela almeja sem prejudicar a família, os filhos, relacionamentos, porque a mulher também é a base, estrutura de tudo.

Porque o feminismo ainda é visto com extremismo: ou você é feminista ou não é?

O feminismo, como veio do passado, tinha uma forma característica um pouco diferente, cujo entendimento era que as feministas queriam tratamento especial e direitos diferentes. Não é isso. Nós queremos mais oportunidades de trabalho, mais oportunidades de crescer, de desenvolver, de poder mostrar melhores resultados. Temos inúmeros exemplos de mulheres que foram além e elas são as primeiras que defendem o feminismo, porque sabem todos os obstáculos e dificuldades. Hoje, temos mulheres mais velhas, que já estão no mercado há muito tempo, e que dificultam a vida daquela mulher que entrou por agora, justamente para mostrar que foi difícil para ela e que precisa ser difícil para a outra também. Mas não pode ser assim. Nós temos que nos unir, temos que mostrar o que pode e deve ser feito. Não tem apenas um cargo para a mulher. Tem quantos forem necessários. A conquista deles vai depender da competência e dessa visão das mulheres ajudarem umas às outras. Isso é tudo o que queremos como feministas. Fortalecer, empoderar as mulheres para que nos tornemos mais realizadas, mais conectadas com o que há de melhor em nós.

Como podemos definir o empoderamento?

O empoderamento vem de uma palavra inglês, que é “empowerment”, que significa dar poder a uma pessoa para que ela possa fazer algo sem precisar da autorização de outras. Mas foi através do grande pensador Paulo Freire que ela surgiu com verdadeiro significado. Empoderamento é o avanço, a conquista, a superação por parte daquele que se empodera e não a simples transferência de poder. O verdadeiro empoderamento vem de dentro para fora. A pessoa que se empodera vai ter ações e mudanças que vão fortalecê-la e que vão fazer com que ela evolua. Quando você vai entendendo as ações, isso se assemelha muito ao processo de Coaching, porque é um processo de reflexão, onde você vai obter informações, analisar o seu estado atual, formular as mudanças desejadas e partir para a ação. É através dessa mudança interna, do autoconhecimento e do fortalecimento que a mulher vai saber o que realmente quer e tomará decisões mais assertivas.

Hoje, a mulher é muito cobrada. Tanto no trabalho, quanto em casa. Como administrar tudo?

Primeiro de tudo a mulher precisa se conhecer, entender o que realmente quer. Ela precisa entender também quais são os valores dela. Se ela abrir mão de um valor que pra ela é importante, seja em prol da  família ou do trabalho, lá na frente ela vai se sabotar e  se arrepender. Não é isso que deve acontecer. Não existe certo ou errado. Tem mulheres que são 80% trabalho e 20% família e são felizes. E tem as que são 40% trabalho e 60% família, ou 100% família, e tudo bem. Mas para ela encontrar essa porcentagem, ela precisa se entender. Se essa proporção não estiver realmente da forma como ela quer, isso vai pesar lá na frente. É preciso que ela determine os objetivos para aí sim conseguir organizar o que é mais importante sem ela ter que abrir mão, sem deixar de ser quem é e fazer o que realmente gosta.

E como lidar com as frustrações? Um exemplo: uma mulher que decide ser mãe e trabalhar ao mesmo tempo. Como ela lida com os sentimentos de sair para trabalhar e deixar o filho em casa?

Quando uma mulher decide ter uma família ela passa por essa questão de sentir culpa, de ter de deixar a criança para ir trabalhar. Mas o grande problema é que a mulher muito antes de começar a ter uma família ela vai desacelerando, deixando de pensar na carreira e isso não pode acontecer. A mulher se antecipa muito. Se você está em prol da carreira, você deve continuar, se desenvolver. Quando chegar a hora de ter uma família, você vai ter condições de lidar melhor com tudo. Para se ter uma ideia de como as coisas são, quando um homem é contratado você não precisa pensar em liberá-lo mais cedo porque ele tem uma família. Mas a mulher sim, porque ela é a estrutura. É ela quem cria os cidadãos do mundo. Nós precisamos entender isso, dar mais valor a ela e flexibilizar as coisas. E de maneira alguma ela vai ser “menos” só porque ela precisa sair mais cedo. As pessoas não entendem, mas nós mulheres fomos educadas para ser tudo para todos e essa é uma carga muito pesada.

O preconceito de aceitar um homem para um cargo e não uma mulher é tão palpável assim?

Muito. Um bom exemplo: uma pesquisa reuniu dois grupos de pessoas. Mudou-se apenas o nome do personagem, de homem para mulher, e entregou as características dessa pessoa aos grupos de alunos para analisarem se trabalhariam ou não para ele e ela. O homem, todos o adoraram e acharam que ele seria um excelente chefe. Mas quando foram analisar a mulher ficaram em dúvida, já que eles acharam ela muito “política” e não saberiam se trabalhariam para ela.

O que é preciso fazer para que essa discriminação contra a mulher acabe?

Quanto mais a gente conversar sobre isso, melhor. Quanto mais mulheres conquistarem os cargos mais altos, menos discriminação vai existir. Nós mulheres precisamos nos unir porque somos mais fortes juntas. Não podemos criticar aquela mulher que ficou em casa cuidando dos filhos e essa criticar aquela que decidiu trabalhar. Na verdade, todas tem sua importância.

O feminismo abriu portas para as discussões sobre homossexualidade. As mulheres hoje defendem os homossexuais. Por que?

As mulheres sabem o que é ser excluídas, o que é ter tratamento diferente. Nós nos identificamos porque temos outro olhar, outra visão daquela questão.

A criação, de fato, faz toda a diferença para diversos aspectos no mundo. Mas, como uma mulher casada, com filho e com um marido presente consegue inserir essa essência na criação da criança?

A mulher tem o dom da flexibilidade. Ela tem uma visão que vai muito além. Ela vai ter que usar dessa sabedoria para saber lidar com isso. Ela não vai bater de frente com o marido, mas vai pontuar aspectos de não colocar diferenças entre o menino e a menina. Se o menino dá conta, a menina também dá. Eu posso conversar com meu filho sobre casamento, que é o que a gente conversa só com a menina. Posso falar com ele sobre ter alguém, sobre formar uma família para que ele não seja imaturo e a mulher sofra ao longo dos primeiros anos até ele entender o que é uma família. E com a menina eu posso desafiá-la a ir além, conversar sobre ela ser uma empreendedora, sobre utilizar as forças que ela tem e a acreditar nela.

O que a mulher precisa fazer para conciliar tudo e ficar menos sobrecarregada?

A mulher precisa se organizar e conseguir assumir o controle da vida dela, que, por uma série de decisões que ela tomou, por mais que ela esteja passando por situações de fragilidade ela não está conseguindo. Uma ótima alternativa é se dedicar ao processo de Coaching, onde há uma transformação essencial. Ele tem o poder de transformar você em uma melhor versão que você poderia ser. É um processo de autoconhecimento. Você vai se conhecer como nunca, vai entender seus valores, principalmente suas forças. Nele trabalhamos pontos fracos, mas trabalhamos   mais ainda os pontos fortes, porque sua oportunidade de crescimento está nas suas forças. Vamos trabalhar uma meta, mas com todas as características para uma meta de sucesso. Não é mais aquela meta do começo do ano para dieta. E mesmo que seja de dieta, vai ser totalmente diferente. Vamos trabalhar o que te impede de chegar lá, que vai desde o pensamento, crenças, comportamentos, inteligência emocional nos relacionamentos. Vamos entender o que fazer, como fazer.

Quem é Karina Nascimento: mulher, filha, esposa, mãe de dois filhos. Master Coach. Defensora do empoderamento feminino e da liberdade de escolhas.

 

Ficou interessada? Participe do curso e empodere-se! Saiba mais clicando aqui.

Voltar

Junte-se a mais de 100.000 estudantes do IPOG agora