Em resposta à crise, área de construção civil deve investir em novas tecnologias, afirma pesquisa

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Em resposta à crise, área de construção civil deve investir em novas tecnologias, afirma pesquisa
02/03/2016

Em Resposta à Crise, área De Construção Civil Deve Investir Em Novas Tecnologias, Afirma Pesquisa

Investir em novas tecnologias e acompanhar o cenário da construção civil como forma de adaptação ao contexto atual são alguns dos caminhos apontados pelo Sebrae para estimular a competitividade do setor em 2016. A recomendação foi feita com base em análise de estudos como a Sondagem Especial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada recentemente no Boletim de tendências da construção civil do SEBRAE Inteligência Setorial. De acordo com a pesquisa, “80% das empresas do setor pretendem investir em novas tecnologias até 2020. Dessa maneira, conhecer as oportunidades da atual conjuntura de mercado é o primeiro passo para se adequar às mudanças em curso.

“Nas áreas de engenharia e arquitetura, assim como em tantas outras, é necessário que os profissionais estejam sempre antenados a tudo que surge com relação a novas tecnologias. Sempre que for possível buscar melhor rendimento, diminuir custos e prazos, as novas tecnologias são bem-vindas. Ao monitorar o mercado e as tendências que vão surgindo, o profissional tem mais segurança naquilo que faz, buscando a excelência para se sobressair perante a concorrência. A todo momento novos métodos e produtos são lançados e é natural que a construção civil evolua com certa rapidez, por isso precisamos acompanhar de perto essas mudanças.” – Thiago Arasaki, arquiteto especialista em gestão de projetos, em entrevista ao Sebrae Inteligência Setorial.

Conhecimento como diferencial competitivo

Debater a utilização dos modernos recursos e técnicas para reduzir custos e manter o desempenho operacional na construção civil é justamente um dos principais objetivos do MBA Gerenciamento de Obras, Qualidade e Desempenho da Construção do Instituto de Pós-Graduação e Graduação (IPOG). A coordenação do curso reforça a necessidade de atualização profissional para atender a expectativas do cenário atual, que busca processos enxutos e um nível alto de desempenho das edificações.

“É fundamental que o profissional, além de ter um conhecimento prático, também possa desenvolver novos conhecimentos, trazer novas tecnologias e inovações para o mercado”, afirma um dos coordenadores do MBA, o engenheiro civil Sérgio Botassi.

Quadro docente

Um dos diferenciais do MBA é, sem dúvidas, o quadro docente, pois, segundo Botassi, foram selecionados professores com vivência de mercado e experiência acadêmica para que o aluno tivesse contato com conhecimento prático e inovação na construção civil.

O exemplo do alto nível de conhecimento dos professores começa pela coordenação do MBA. Em 2011, Sérgio recebeu uma premiação no concurso de teses da Presidência da República pelo estudo realizado, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sobre a “Análise da fluência do concreto massa nas primeiras idades de carregamento: influência de aditivos plastificantes e adições minerais”.

Atualmente, ele trabalha como perito em Engenharia do Ministério Público de Goiás, mas acumula experiência profissional como consultor em estruturas de concreto, em gestão de riscos; perito em obras civis; engenharia de barragens por Furnas Centrais Elétricas; experiência em Gestão de projetos de P&D e controle tecnológico e acompanhamento de obras.

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O outro coordenador do MBA é o engenheiro civil Flávio Sohler, que acaba de concluir o pós-doutorado “Segurança de Barragens: Uma Abordagem Patológica de Riscos Qualitativos e Quantitativos”. A pesquisa envolveu o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) de Lisboa, em Portugal, e a Universidade de Hamburg- Harburg, em Hamburgo, na Alemanha.

De acordo com o Sohler, responsável pela Gerência de Projetos de Riscos de Transmissão da Eletrobras, a tese contribui não só para a área acadêmica, mas, com o método desenvolvido, ele pretende levar o conhecimento adquirido para a sala de aula.

“Propiciaremos aos nossos alunos o que há de mais moderno mundialmente em termos de análise de riscos de empreendimentos, principalmente no que concerne à segurança das barragens que são estruturas que, em havendo danos, podem trazer sérias consequências, não só para a economia, mas também sociais e ambientais”, afirma Sohler.

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