Crimes cibernéticos: como detê-los?

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Crimes cibernéticos: como detê-los?
04/07/2016

Técnicas avançadas de espionagem e invasão digital exigem do mercado, profissionais especializados em desvendar crimes e rastrear pistas na rede

 

Resolver crimes cibernéticos tem sido um desafio diante das técnicas avançadas de espionagem e invasão digital usadas por hackers no Brasil. Através dessas práticas, eles realizam diversos tipos de delitos, com destaque para as fraudes virtuais.

Através de programas maliciosos, conhecidos como malwares, os criminosos se infiltram na rede e furtam dados, empresas e bancos, tanto online como offline. E a consequência de ações deste tipo são prejuízos incalculáveis. Além disso, difamações, bullying, perfis falsos e vazamento de fotos e vídeos íntimos, também estão na lista de crimes cibernéticos.

 

Como resolver, então?

 

Para lidar com essa modalidade de crime silenciosa, que não envolve violência física, mas gera perdas milionárias a pessoas físicas e empresas, além dos danos morais, um perito forense que tenha condições técnicas de atuar no meio digital se torna peça fundamental.

“Hoje, o Brasil é um dos três países mais conectados do mundo. E a quantidade de crimes que migraram do mundo real, para o mundo virtual cresceu vertiginosamente”, explica o coordenador da Especialização Computação Forense e Perícia Digital do Instituto de Pós-Graduação e Graduação (IPOG), Walber Pinheiro.

 

Oportunidades no mercado

 

Em Goiás, o mercado carece de profissionais especializados nessa área. Em junho do ano passado, após um escândalo envolvendo o vazamento de um vídeo do corpo do cantor Cristiano Araújo sendo embalsamado, foi necessária a vinda de um perito forense de São Paulo para rastrear o aparelho celular que começou a compartilhar o conteúdo.

Portanto, este especialista é um profissional “peça-chave” para desvendar crimes e rastrear pistas que levem até o autor do delito. Em maio deste ano, a cantora Ana Hickmann, por pouco, não foi vítima de um atentado depois que um fã invadiu o quarto dela em um hotel. O episódio terminou com a morte do suspeito depois de uma ação de legítima defesa do cunhado da apresentadora, a qual só ficou comprovada depois que um perito forense identificou que o fã de Ana Hickmann tinha pesquisado na internet se a arma calibre 22 era ou não mortal.

Segundo Walber Pinheiro, a pós-graduação em Computação Forense e Perícia Digital do IPOG visa formar profissionais que atendam essas demandas. “O nosso aluno vai conseguir vivenciar na sala de aula, o que acontece no o dia a dia, na prática das perícias de empresas que fazem a análise forense de informações”, destaca. Com o uso de ferramentas modernas, como um software, utilizado inclusive pela Polícia Federal, os alunos vão aprender a trabalhar com a análise de equipamentos móveis (como tablets e celulares), de vírus, e até de áudios e vídeos, sabendo identificar se eles foram editados ou não através de técnicas e métodos científicos. Todo este conteúdo ministrado por professores que atuam na Polícia Federal e portanto, têm vasto conhecimento sobre os assuntos ministrados.

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