Avaliação psicológica: atuação é restrita a psicólogos por lei

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Avaliação psicológica: atuação é restrita a psicólogos por lei
11/03/2016

Avaliação Psicológica: Atuação é Restrita A Psicólogos Por Lei

A avaliação psicológica é uma das principais portas de entrada para os psicólogos no mercado de trabalho, visto que o exercício dessa atividade é único e restrito a esses profissionais.

De acordo com a Lei Federal nº 4.119/62, a realização de um psicodiagnóstico, sobretudo com a utilização de testes psicológicos, é uma atividade privativa do psicólogo. “Somente psicólogos podem realizar uma avaliação psicológica”, assegura a coordenadora do curso de Especialização em Avaliação Psicológica do Instituto de Pós-Graduação e Graduação (IPOG), Poliana Landin.

Oportunidade de atuação

Em fevereiro, a resolução que regulamenta a Avaliação Psicológica em Concursos Públicos e processos seletivos de natureza pública e privada passou por atualizações. De acordo com a psicóloga especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho e também professora da especialização em Avaliação Psicológica do IPOG, Ana Cristina Ávila, a atualização se deu após questionamentos da Polícia Federal e instituições vinculadas ao segmento sobre as mudanças que ocorreram após a publicação da primeira resolução, em 2002. “Ao longo dos anos, essa atividade vem evoluindo e sendo regulamentada com mais rigor em função dos avanços na área, do aumento exorbitante de ações judiciais nos casos de inaptidão ou contraindicação, e da instituição de recursos administrativos presentes em todas as fases dos concursos”, explica Ana Cristina. 

Avaliação Psicológica: Atuação é Restrita A Psicólogos Por Lei

Para a coordenadora do curso, Poliana Landin, a atualização é importante pois contribui com a melhor definição da avaliação psicológica, estabelecendo normas que atendem não só o candidato, como também orientam o psicólogo em sua atuação, bem como esclarece o papel dos órgãos públicos e demais pessoas jurídicas no que tange as informações relacionadas à avaliação psicológica. “Eu vejo como muito positivo a resolução oferecer um respaldo maior ao profissional da psicologia ao determinar o que cabe ou não às instituições jurídicas, oferecendo, dessa forma, maior segurança ao psicólogo que realiza as avaliações”, esclarece Poliana.

Para Poliana, esse é um campo a ser explorado pelos profissionais e considerado por ela de extrema relevância nos processos seletivos. “Com a finalidade de compreender melhor as características de um candidato, seja para um concurso público ou para uma vaga em uma instituição privada, o profissional da psicologia realiza a avaliação e consegue analisar as demandas profissiográficas do cargo e avaliar o quanto elas são condizentes com as características que aquele candidato avaliado apresenta”, avalia.

 

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